Quem também decidiu transformar a prática da dança em profissão foi o professor e pesquisador Marcelo Thiganá. Apesar de ter iniciado com aulas de balé clássico ainda criança, ele viu na dança de salão uma verdadeira oportunidade de se encontrar. Já são 25 anos como profissional e uma enormidade de histórias para contar. Abs, terra do tango. De lá foi para França, Itália, Inglaterra.
Na volta para o Brasil, se empenhou em estudar as danças brasileiras. Queria desvendar o que estava por trás de cada movimento. “Fui atrás das origens. O brega, por exemplo, tem passos de origem indígena”, explica.
Hoje Marcelo é professor de dança de salão e, sem preconceitos, ensina do brega ao samba. Inclui entre os passos, os valores morais. “Falo sempre para os homens serem mais cavalheiros. Está faltando isso”. E nas aulas costuma dizer sempre que “dançar é ser feliz”.
Jornal Diário do Pará - Caderno Você - 29/abril/2010
