Thiganá Studio Dança

23 Fevereiro, 2012

Thiganá Studio Dança

Segunda, 02 Fevereiro 2009 14:23

Um projeto de dança para comunidade

Marcelo Thiganá realizou oficinas de arte gratuitas para comunidades dos bairros do Marco e Curió-Utinga

O arte-educador e bailarino Marcelo Thiganá realizou no início de janeiro de 2008 as oficinas gratuitas de balé clássico, dança de salão, capoeira e teatro direcionadas para crianças, adolescentes e adultos dos bairros do Marco e Curió Utinga. Além das oficinas, os alunos assistiram a palestras de psicólogos, pedagogos e assistentes sociais no intuito de orientá-los no âmbito social e familiar. Foram ofertadas 400 vagas com inscrições gratuitas realizadas no Marcelo Thiganá Espaço Cultural (Av. Dr. Freitas, 2935 – Marco).

Com duração de seis meses, os cursos tiveram turmas de dança de salão para terceira idade às terças e quintas de manhã e balé clássico para crianças pela manhã também, além da capoeira e do teatro.

A maior preocupação de Marcelo é dar assistência às crianças e idosos. “O projeto nasceu a partir da minha vontade, como artista, de chegar mais perto da comunidade, por acreditar que através da cultura é possível educar”, relata o arte-educador.

Além deste, Marcelo idealizou outros projetos como o “Dançar para não se Amorfiná”, que já atendeu cerca de 800 moradores da comunidade do Jurunas em parceria com Jango Vidal, presidente da escola de samba Rancho não Posso me Amofiná. Em Marituba, coordenou outro projeto de teatro e dança com apoio da prefeitura.

Todos os professores e palestrantes são voluntários, porém, Marcelo pede apoio de órgãos públicos e privados para poder tocar em frente o projeto. Entre os profissionais confirmados estão a bailarina clássica Priscila Navarro, o professor de capoeira Roberto Cabeludo, o professor de dança de salão Titos Taganaga e a pedagoga Patrícia Costa.

O arte-educador já trabalha com comunidades há mais de 15 anos, quando começou com o projeto “A Dança na Escola” no Colégio Visconde Souza Franco, onde se deparou com a carência das crianças quando ainda era secundarista. “Muitas vezes os garotos não têm dinheiro para o ônibus nem para comer, por isso eles precisam de expectativas de vida e sonhos”, avalia. Já vivi nessa realidade e agora estou reencontrando a comunidade para dar de volta aquilo que recebi. Todo artista tem que doar sua arte, é um dom que recebemos”, conclui.

Marcelo Thiganá é arte-educador, bailarino e coreógrafo. Atualmente, coordena oficinas de dança para os funcionários da Albras em Barcarena. Envolvido com a dança há 25 anos, é formado pelo Balé de Berlim, o Balé de Tango de Buenos Aires e em Arte Educação em Cuba.

Twitter Thiganá Dança